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Resenhas

Resenha: Show do Queen + Adam Lambert (Rock in Rio 2015)

Em janeiro de 1985, a cidade do Rio de Janeiro se preparava para sediar um dos maiores shows de todas as edições do Rock in Rio da história. Marcados pela sua singularidade (seja nas vestimentas usadas nos clipes e ao vivo, dominância de palco em suas apresentações ou até mesmo na maneira “esquisita” que tocavam rock), a banda inglesa Queen subia em palco ao som de gritos eufóricos da plateia: com um carismático “Alô Brasil, alô Rio. Tudo bem?” vindo de Freddie, o espetáculo era inciado (para os que não sabem, o ponto alto do show de 85 foi na performance de Love Of My Life onde, em coro, a plateia cantou a melodia):

 

 

Neste domingo (18) a banda voltou a se apresentar no RiR, 30 anos depois da primeira participação, trazendo Adam Lambert como vocalista. Em meio à inovadora “guitarra de selfie” feita pelo guitarrista Brian May e trechos de músicas encenados num elegante divã disposto no palco, a apresentação (ao contrário dos que os mais conservadores esperavam) foi fidedigna às originais do Queen: desinibida, bem humorada e de tirar o fôlego. É importante salientar que, para o agrado dos fãs, Lambert não tentou ser “Mercury II”, copiar o estilo dele de cantar ou de se comportar; apesar de em certos momentos lembrar Freddie (principalmente em momentos de certas músicas que requerem uma maior “entrega do cantor ao momento”), o fato do vocalista ter mostrado não ter medo de ser original foi respeitável. Adam ainda ousou ao tocar uma música autoral, “Ghost Town”.

 

 

Um dos momentos mais marcante foi quando a música Love of my Life começou a ser tocada, com um pequeno plot twist: quem emprestou a voz dessa vez foi May e durante a música passou o microfone para Freddie (calma rapaziada, ele não voltou!) que apareceu num telão sobre o palco, numa gravação do RiR trinta anos atrás. Esse momento realmente foi MUITO emocionante!

 

 

Resumo da ópera? Não decepcionou. Como um grande fã, fiquei feliz com a maneira que conseguiram manter o equilíbrio em preservar a essência do Queen sem Mercury, com o toque de originalidade de Adam e espero ver mais performances juntos. Espero que tenham gostado, como sou um grande amante da banda, me senti na obrigação de fazer esta resenha, haha. Até a próxima!

Publicado por Miguel Franco Tags: , , , ,